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domingo, 1 de novembro de 2015

" A Aia", de Eça de Queirós- página de um diário...

                  Segunda -feira, 30 de outubro de 1348




   Querido diário,




   Hoje foi um dia de muito trabalho, preparámos o funeral do nosso querido  rei. está tudo como ele desejava: tulipas lindíssimas a enfeitar o caixão, convidados de todos os lados e um banquete cozinhado pela melhor cozinheira das redondezas.
   A rainha está desolada, não come desde que recebemos a notícia. Preocupo-me com ela. O reino precisa de governo, agora que o rei morreu.
  Todo o povo chora a morte do seu rei, que era duro, mas justo e sabia ser benevolente quando precisava. Se não fosse a sua maldita ambição, ainda viveria muitos anos, governando os seus súbditos e educando o seu filho.
    E o seu filho? Pobre rapaz!  O que há de ser dele que nunca conhecerá o seu pai? Não vai ter a educação e sabedoria que o seu progenitor certamente lhe transmitiria...
    Reinar é um grande fardo, um fardo que pouca gente compreende e alguns até o desejam.
   Ainda bem que o meu amado filho nunca conhecerá esse fardo. Poderá ter uma vida difícil, até injusta, mas nunca terá a posição cobiçada por homens como o bastardo, irmão do rei. Maldito bastardo! ainda nem o seu irmão estava enterrado e já ele começara a sua campanha para conquistar o reino. O que será de nós, agora que, quem nos defendia, já não está cá?
   Vou cuidar da rainha. Espero escrever em breve. amanhã será um grande dia!

                                                                                                                  A tua fiel Aia.


 

quarta-feira, 11 de março de 2015

Diário de Bordo de Hans, protagonista do conto " Saga"...

                                                      
                    
                                                                                     5 de julho de 1919





   Querido diário,



   Como é hábito, ao longo desta viagem, hoje, sem excepção, vou contar-te as minhas aventuras e tudo o que tenho vivido.
   De manhã tive muita sorte, pois fiquei a dormir até às 10 horas, quando me devia ter levantado às 6 e meia. Um companheiro  de bordo apercebeu-se dessa situação e atirou-me com um balde de água gelada. Foi remédio santo, porque me levantei de um salto. Depois desta peripécia, continuei o meu trabalho no navio como grumete.
    Horas depois, o navio chegou a uma terra, onde iria ficar cinco dias.. Eu estava cheio de curiosidade, porque, desde que tinha embarcado no navio, era a primeira vez que íamos a terra. O capitão do navio foi falar com o rei da cidade para este lhe conceder autorização para o navio ficar atracado no porto e deixar os marinheiros  explorarem aquele lugar. Uns trocaram alguns produtos com os comerciantes locais; outros, como eu, foram descobrir os encantos daquela cidade. Fui sozinho, porque ainda só estou no navio há um mês e não conheço bem a tripulação.
    Este local era espetacular. Tinha uma praia com uma  areia branca e fina, com muitas conchas. O mar tinha um azul claro e a água era pura e muito fresca e tinha também havia  uma extensa floresta com grandes árvores, que faziam uma sombra muito agradável. Foi na sombra de uma dessas árvores que me sentei a descansar. Pensei na minha família e nas saudades que tenho dela. No entanto ,aguento essa falta dizendo para mim mesmo que um dia regressarei a Vig como  capitão de um navio.
   À noite, tivemos um churrasco na prais e contámos histórias à volta da fogueira.

                                                                 Hans



D, 8º B





                                                        Alto mar, 5 de junho de 1868



    Caro diário,


    Quero partilhar contigo todas as maravilhas que tenho vivido, ao longo desta viagem. Já percorri meio mundo, conhecendo  povos e terras bastante diferentes do lugar onde nasci.
     É no mar que consigo sonhar e idealizar uma vida cheia de alegrias e triunfos. No mar sinto também uma satisfação inexplicável  e uma certa adrenalina. Ultimamente, o mar tem estado controverso, devido às grandes tempestades, mas até gosto da sensação. Já naveguei por vários continentes, desde o continente africano  ao europeu e asiático. O continente africano fascinou-me imenso, devido à grande alegria que o povo sente, mesmo com poucos recursos à sua volta. A terra avermelhada, o sol tórrido e  as árvores de fruta (que proporcionam um ambiente de festa) e, claro, o povo sorridente são algo encantador de se ver. Mas, a Europa tem, na minha opinião, algo de familiar, especialmente, um país junto ao mar com paisagens esverdeadas, mulheres vestidas com cores vivas e crianças que brincam junto ao mar.
     A minha viagem está a chegar ao fim  e vou sentir saudades de todas estas maravilhas. O mar leva-nos a locais incrivelmente estupendos e graciosos, mas também nos leva à solidão e é a ti, meu diário, que relato todas as minhas experiências. Agora tenho de ir para poder descansar, pois amanhã é mais um novo  e grande dia de aventura.


C, 8º B
    

sábado, 7 de fevereiro de 2015

O que Anne Frank nos relataria do campo de concentração...

                                                                                             

                                                                                                       19 de janeiro de 1945



    Querida Kitty,



    Eu e a minha família, juntamente com a família Van Pels e o Sr Kugler fomos levados  pelas tropas de Hitler para os campos de concentração, na Alemanha, num comboio com centenas de outros judeus. Quando saímos, fomos logo separados. Mulheres para um lado e homens para outro. Ouvi rumores de que "Pim" terá sido levado para as câmaras de gás. Pobre " Pim"...quanto ao Sr. Kugler, ao Sr. Van Pels e o seu filho Peter nada se sabe...
    Por este lado as coisas estão más, quer dizer, bastante más! A mãe morreu de fome e a Srª Van Pels parece uma louca a roubar tudo a toda a gente para poder sobreviver ou, pelo menos, tentar...
    A Margot está muito doente, apanhou febre tifóide. Tento ser forte pelas duas, mas nestas circunstâncias é muito difícil... as lágrimas caem-me do rosto ao escrever a relatar-te tudo pelo que estou a passar: o cheio a fumo, a cadáveres e a corpos queimados é insuportável, está por todo o lado. Não consigo parar de pensar se irei sobreviver a esta atrocidade! Ontem, encontrei-me com Hanneli, uma amiga minha do colégio. de certeza que a gostarias de a conhecer, se fosses real. Ela deu-me um pouco de pão e dei algum a Margot para ver se ela consegue ficar mais forte. O papel está a acabar e eu tenho tantas coisas para te contar sobre a atrocidade por que estou a passar.
     Se sair viva deste inferno, irei escrever todos os dias no meu diário. Até lá, deseja-me sorte. Que eu tenha forças suficientes para aguentar este verdadeiro filme de terror e massacre.


    um beijo


                                            Anne


D A,  Curso Vocacional

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Diário de Anne Frank,em Bergen Belsen...

                                                                      Bergen Belsen, 10 de janeiro de 1945


    Querida Kitty,



    Sinto-me perdida no mundo e sem vida. Estou no campo de concentração de Bergen Belsen, com a única pessoa  da minha família  que ainda está viva, a minha irmã Margot.  Ela está muito fraca e doente, não sei se irá aguentar por muito tempo viva e por isso sofro ainda mais.
   Tiraram-me tudo que eu tinha na minha vida, tudo!!! Porquê? Porquê tanto ódio?  Eu não entendo ...tenho tanto frio e fome...o pouco que consigo dou tudo à Margot. Eu não a quero perder, ela é a única pessoa que me resta....
    Andam por aí rumores de que há  campos de concentração a milhas daqui a serem libertados, mas eu já não acredito em rumores, de facto eu já estou morta, já não aguento este grande sofrimento. Estou cheia de comichões, de frio...eu quero desistir, mas não posso!!!
   Ainda me lembro quando todos ficávamos a prometer coisas uns aos outros, quando a guerra acabasse...tenho saudades de tudo: do meu pai, da minha mãe, da minha gata... sinto-me tão mal...tanto ódio que eu tenho daqueles que nos roubaram tudo...
     Espero que esta guerra acabe o mais rápido  possível e nos libertem a todos do mal que não fizemos. Somos todos inocentes, não entendo o porquê disto tudo...

       Adeus, querida Kitty!


                                                                      Anne Frank
      
C M, Curso Vocacional




                                                                                             










quinta-feira, 3 de abril de 2014

1755: página de um diário




Lisboa,7 de Novembro de 1755
Querido diário,
Passaram-se alguns dias, depois do grande terramoto e tsunami, que aconteceram aqui mesmo em Lisboa.
Eu fui uns dos poucos sobreviventes, pois na altura estava na Serra de Sintra, lugar onde foi menos afetado.
Ouvi dizer que, depois dos incidentes, muitos bandidos, saquearam casa, lojas e até mesmo as roupas das pessoas.
Eu, por enquanto, permaneço alojado numa pequena pensão em Sintra, rezando que nada tenha acontecido à minha família.
O Rei, que na altura estava fora e está alojado no Castelo de São Jorge, faz contas aos estragos, pois o seu palácio junto ao rio ficou completamente destruído, tal como   o resto da cidade.
Ouviu-se dizer que anda aqui em Lisboa um Marquês a tentar reorganizar a cidade, o Marquês de Pombal. Para mim,  é quase impossível. Pelo que ouvi dizer, só resta ruínas e mais nada, ou só resta o Aqueduto das Águas Livres, também fiquei surpreendido com essa notícia.
Contaram-me que Lisboa irá ficar "fechada", bem não é mesmo "fechada", mas é que o Marquês de Pombal, para impedir que bandidos entrem na cidade para roubar, disse que ninguém entraria em Lisboa até ordem contrária.
Já estou cansado e vou ver se consigo dormir.

BM  8º D

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Sou um sobrevivente de um naufrágio

    

  
     21 de outubro

 

     Querido diário,

     Não sei como sobrevivi. Quando acordei, estava cheio de ferimentos e lesões do naufrágio.
     Acordei numa ilha deserta, apenas com vegetação e animais. Um coco embateu-me na cabeça, onde tinha uma cicatriz a abrir. Abri os meus olhos e exclamei: «Está aí alguém?» Apenas o silêncio respondeu. Senti-me desesperado. Corri na areia fina e branca à procura de vestígios de alguém. Apenas encontrei o lugar onde tinha dormido e as minhas próprias pegadas.
    Decidi entrar na densa vegetação. Má ideia, porque fiquei com alergias de algumas plantas e com mordias de alguns animais e insetos.
    De repente, ouvi um barulho de uma buzina. Corri até à praia e, lá bem ao longe, avistei um barco. Comecei a fazer sinais, esbaforido. Sem sucesso.
    Subitamente, fez-se luz: porque não fazer fogo? Tentei encontrar um pau e uma pedra, mas, naquela areia, não iria encontrar isso.
    Entrei naquele mar verde de arbustos e árvores à procura de algo que desse para fazer fogo. Apenas encontrei uma pedra, muito escondida entre os arbustos.
   Tentei subir às árvores, mas as formigas mordiam-me e faziam-me cócegas nas mãos.
    Gastei as minhas últimas energias a tentar arrancar um pau dos arbustos, mas havia demasiados espinhos para eu puxar.
     Senti-me desesperado. Não encontrei nenhum pau. Pensava que já não havia hipóteses de ir para casa…
    Anoiteceu e eu estava cheio de fome. Então decidi comer algumas bagas. Penso que não eram venenosas. Se forem, deverei estar morto amanhã.
 
  B S 7º B
 
 
 
18 de Maio de 2013
 
Querido diário,
 
     Este é o 36º dia desde que estou na ilha.
     Já aprendi muitas coisas, só não sei se existem animais por aqui.
     Até agora, só vi cocos, bananas e peixes. É com isso que tenho sobrevivido.Estou na terceira fase da minha "Casa", mas não me recordo do plano pois o mar apagou tudo. Sinto saudades de Portugal, da minha família e tudo o resto.
    Desde que aqui estou, apenas vi navios já muito longe que de certo não conseguiriam ouvir-me,mas passando a outro assunto...
    Como sobreviver numa ilha deserta com coqueiros e bananeiras?
    Quando aqui cheguei estava perdida, mas logo me fui habituando ás noites geladas na areia fina e amarela da ilha.Passei os dias a tentar abrir os cocos, só depois me apercebi que havia pedras especificas para os abrir. No entanto, é caso para dizer "Não me vou alimentar apenas de bananas, cocos e frutos", principalmente porque, não sabia se podiam ser venenosos.Nestes momentos fazia falta um guia turístico.
Comecei, então, a construir a 1ª fase da minha "casa" com madeiras perdidas por aí e folhas. Já estaria terminada, se um certo "alguém" não tivesse levado uma folha do telhado!
"Maldita gaivota", pensei.Mas, para o meu espanto, comecei a vê-la dar a volta e atirou a folha para a minha cabeça.Segundos depois começou a chover, e então, corri para dentro da cabaninha.
Agora, estou a escrever como sobrevivi.
 
 
IM 7º A